Fazemos os seguintes testes de estímulo do HGH:
A) L-Dopa
O cliente apresenta com freqüência náuseas e vômitos, nestes casos repetimos o teste após metoclopramida (Plasil).
B) Insulina
C) Clonidina
D) Piridostigmina
Nestas crianças não relizamos testes de estímulo, aconselhamos fazer como screening o IGF1 e o IGFBP-3. Sendo necessário teste de estímulo, sugerimos L-Dopa e exercício, porque apresentam efeitos mais brandos que os demais.
Esta interpretação sempre foi motivo de críticas por vários motivos:
Resposta Paradoxal (Jejum elevado com queda após o estímulo):
Testes de Estímulo que não respondiam e passaram a responder. Duas causas principais:
Neste item incluímos a Doença Celíaca ( DC ):
Alguns trabalhos (1,2,3) foram fundamentais para que pudéssemos verificar os erros atuais nas interpretações e estabelecer novos critérios para o estudo da Baixa Estatura ( BE ).
Um trabalho (1), mostra avaliação dos testes em 84 normais. Utilizando a resposta normal como maior que 7,0 ng/ml, foram considerados não responsivos:
61% - Pré-Puberal - Tanner 1
44% - Tanner 2
11% - Tanner 3
São impressionantes estes números: normais com altíssima incidência da baixa resposta.
Modificando nosso critério de diagnóstico para:
Maior do que 3 ng/ml: Pré-Puberal (Tanner 1)
Maior do que 5 ng/ml: Tanner 2
Maior do que 7 ng/ml: Tanner 3 e Tanner 4
Reduzimos as baixas respostas nos normais a cerca de 4%, isto é, 96% de concordância clínica, especialmemte nos pré-puberais.
Uma ótima solução se obtém usando etinil estradiol 2 dias antes do teste nos pré-puberais. Procura simular os níveis hormonais da puberdade. A dose de etinil estradiol é muito baixa e em curto prazo não traz qualquer efeito colateral. Este procedimento traz a resposta aos estímulos a 100% dos normais, isto é, todos respondem com valores acima de 7 ng/ml. O laboratório H. Pardini já fornece o etinil estradiol nas doses indicadas pelos autores.
A importância dos IGF na Baixa Estatura (2). Vamos comentar este trabalho sobre o IGF1 e o IGFBP-3. A casuística deste trabalho é muito grande: 415 Normais, 57 GHD (Deficiência de GH) e 23 BEI (Baixa Estatura Idiopática)
BEI - Um novo conceito
GHD - Novo conceito
Em 93% dos casos de GHD, há plena concordância entre os critérios clínicos, baixa resposta do GH ao estímulo, IGF1 e IGFBP-3 baixos. Em 7%, o IGF1 e o IGFBP-3 estão normais. Ainda não se têm dados quanto à resposta terapêutica neste último grupo de GHD, e
mbora a tendência seja tratá-los com GH.
Um recente artigo (3) fala sobre a utilidade do IGF1 e IGFBP-3 na GHD. Estudou 82 normais, 16 GHD e 10 BEI com valores sub-normais de IGFBP-3 associados a IGF1 baixos são altamente sugestivos de GHD.
IMPORTANTE
a) Todos os testes existentes para avaliação da BE podem apresentar falso-positivos e falso-negativos, embora cada vez mais raros, desde que se apliquem novos critérios como já mencionados.
b) Vários autores fazem críticas a dosagens seriadas de GH por período prolongado para fazer ritmo de produção fisiológica do GH: são muito caras, trabalhosas e de valor discutível.
c) Crítica à dosagem do GH urinário: Não funciona em pré-puberais porque se sobrepõe aos normais.
d) Não há variação das respostas do GH quanto ao sexo.
CONCLUSÃO
1 ) Fazer mais de um teste de estímulo do hGH.
2 ) Usar esteróide (etinil estradiol).
3 ) Rigorosa padronização dos testes.
4 ) IGF1 e IGFBP-3 podem ser úteis na Baixa Estatura Idiopática e na GHD, especialmente
nos casos em que há discordância com os testes de estímulo de GH.
5) Mudar os critérios de avaliação da BE.
BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL
1) Marin G, Cassorla F, et al. JC&EM 1994;79:537-41.
2) Smith WJ. JC&EM 1993;77:1294-9.
3) Cianfanari S, et al. Clin.Endocrinol. 1995;43:43-7.
OUTROS TRABALHOS RECOMENDADOS
1) Cacciari E, et al. JC&EM 1992;74:1284-89.
2) Frazier D e Lippe B. JC&EM 1990;71:269-73.
3) Rose SR, et al. JC&EM 1991;73:428-35.