Cryptococose é uma infecção oportunista, geralmente associada à imunodepressão, como na doença de Hodgkin, AIDS e tratamento com corticosteróides. Ocorre numa incidência de 2 a 9% nos EUA, 15 a 30% na África e 2,5 a 3% na França. Nestes pacientes imunodeprimidos, a infecção dissemina-se rapidamente para o sistema nervoso central (meninges) e outros órgãos após uma fase pulmonar primária. Antígenos solúveis tornam-se rapidamente detectáveis no soro e no local da infecção: líquido cérebro-espinhal (LCE), lavado broncoalveolar (LBA) e urina.
O diagnóstico laboratorial da cryptococose é baseado no achado microscópico de leveduras capsuladas, no crescimento do Cryptococcus neoformans na cultura, e na detecção do antígeno capsular em fluidos biológicos, sendo esta última mais sensível e rápida.
Este teste utiliza partículas de látex ligadas a um anticorpo monoclonal contra um polissacarídeo principal da cápsula do C. neoformans. Títulos maiores ou iguais a 1:10 são considerados forte evidência de infecção ativa, sendo que estes geralmente se correlacionam com a extenção da doença. A determinação da cinética antigênica durante a evolução da doença pode permitir a avaliação do efeito terapêutico (o aumento dos títulos refletem o avanço da infecção e um prognóstico ruim, declínio destes indica resposta ao tratamento).
Referências bibliográficas: