PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES


O que é exame de DNA?
O exame de DNA (Acido Desoxirribonucléico) é o mais seguro teste disponível. Possui um alto poder de discriminação - cada pessoa possui um único DNA, com exceção de gêmeos idênticos.

Onde o DNA é encontrado?
O DNA é encontrado em todas as partes do corpo na mesma forma. O DNA do sangue é o mesmo encontrado no sangue, saliva, pele, tecidos, dentes, ossos e no sêmen. O DNA é desenvolvido na concepção, isto é, na união dos gametas para a formação de um indivíduo e permanecendo constante, tanto em uma pessoa viva, quanto falecida.

Qual é a confiabilidade do teste de paternidade?
O DNA é o mais confiável teste de paternidade existente. Com vários marcadores genéticos, o poder de discriminação fica acima de 99,99%.

Quem realiza estes testes e onde?
O sangue pode ser coletado em qualquer cidade do Brasil por um profissional adequado e treinado. Uma vez coletado o material biológico (sangue ou swab oral), o mesmo é transportado até o Departamento de Genética Humana do Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini, em Belo Horizonte – MG. O material é aberto exclusivamente neste setor.
O teste é realizado por profissionais treinados e qualificados pelo Sistema de Qualidade ISO 9002. Todos os testes são analisados e acompanhados pelo Dr. Victor Pardini, médico com mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo.

Como o Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini supervisiona a realização do teste de paternidade?
O Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini segue as normas do Comitê de testes de paternidade da Associação Americana de Bancos de Sangue – AABB (Laboratório de referência para o teste de paternidade no mundo) e possui o certificado de Qualidade Internacional ISO 9002. A cada seis meses um auditor externo (da DNV) avalia todos os procedimentos realizados no Departamento de Genética Humana e revisa procedimentos, resultados, cadeia de custódia, armazenamento do material biológico, equipamentos e treinamento do pessoal da área técnica.

O uso de drogas e/ou álcool por pessoas submetidos ao teste altera o resultado?
Não. Isso não irá interferir no exame de paternidade. Drogas, álcool, medicamentos, alimentação, idade ou comportamento social não irá alterar o DNA do próprio indivíduo. O DNA em nenhuma circunstância mudará.

Há alguma restrição antes da coleta do material?
Não há necessidade de jejum para a coleta do material. Pode ser realizado em células bucais (saliva) ou no sangue, sendo o exame da saliva mais rápido, indolor e confiável.

A criança precisa possuir uma idade adequada para a realização do teste?
Não, crianças de qualquer idade podem ser submetidas ao exame, não havendo limites de idade. Nas crianças após o parto pode-se colher o sangue do cordão umbilical ou realizar o exame com swab oral, já na maternidade. Se for no período de gestação utiliza-se amostras do líquido amniótico e das vilosidades coriônicas, sendo a coleta realizada por via intrauterina e em bebês recentes através do cordão umbilical.

Qual o procedimento para a realização de um teste de paternidade no pré-natal ?  Em fase de implantação!
Devido a análise de DNA, o teste de paternidade pode ser feito antes do  nascimento da criança.
Pode-se utilizar o liquido amniótico, as vilosidades coriônicas ou o sangue de cordão umbilical, coletados no interior do útero materno.

E se a mãe é falecida ou ausente?
O Departamento de Genética Humana pode executar o exame de paternidade em indivíduos órfãos de mãe. Neste caso são testados o suposto pai e a criança. O exame pode ser realizado caso a criança esteja registrada em nome do suposto pai. Caso contrário, será necessário o consentimento do responsável legal pela criança ou solicitação judicial. Se a requerente for maior de 21 anos nenhuma solicitação é requerida.

E se o suposto pai é falecido?
A análise do DNA post-mortem, pode ser executada e aqui estão algumas opções:

1-Tubos de sangue velhos.
Às vezes, investigadores ou médicos preservam tubos de sangue de indivíduos falecidos, especialmente se o indivíduo for envolvido em uma morte por acidente de trânsito ou homicídio. O Departamento de Genética Humana pode usar estas amostras, se elas estiverem preservadas corretamente ou, se tiver quantidade suficiente de amostras.

2- Material de Biópsia
Material de biópsia pode ser utilizado. Se o falecido realizou alguma cirurgia para retirada de tecido ou tumor, este material pode ser estudado. O DNA de uma pessoa é igual no corpo todo e o Departamento de Genética Humana possui técnicas para se extrair DNA de uma biópsia. Nestes casos deve-se entrar em contato com o Departamento de Genética para esclarecimentos sobre o material.

3- Parentes do Falecido (Reconstrução)
Quando o pai é falecido, para não ter que exumar o cadáver, pode-se fazer a reconstrução do DNA do pai. Como familiares possuem regiões cromossômicas semelhantes (apesar da combinação ser específica de cada indivíduo), os alelos do pai falecido podem ser reconstituídos. A reconstrução ideal é feita com a coleta do sangue dos filhos do falecido, da criança (requerente) e de sua mãe. Nestes casos fazemos o procedimento com mais marcadores genéticos. Deverá ser enviada cópia do atestado de óbito. Veja abaixo as opções de reconstrução existentes.

Obrigatório - Coleta do material do filho (requerente) com sua mãe acrescidos de:
1- Filhos registrados do falecido (pelo menos 3 filhos) e da mãe (obrigatório) destes, ou;
2- Pais do falecido (supostos avós), ou;
3- Irmãos do falecido, 4 (quatro) no mínimo e de preferência 5 (cinco) ou mais irmãos.

Outras Condições Possíveis
1 - Mãe do Requerente também falecida - Filho (requerente) e no mínimo três (melhor quatro) supostos irmãos, mais a mãe (viúva).
2 - Filhos e irmãos do falecido - Mãe e Filho (requerente) e dois filhos do falecido (supostos irmãos) e viúva e dois irmãos do falecido (supostos tios).
3 - Filhos e pai do falecido - Mãe e Filho (requerente), dois irmãos do falecido (supostos tios) e um dos pais do falecido (supostos avós).
4 – Filho do sexo masculino e algum suposto tio também do sexo masculino

Pode-se realizar o exame de DNA de cadáver?
Não. Este exame apresenta um custo elevadíssimo e pode demorar até 6 meses para ficar pronto. Outro problema grave é que no Brasil a cova é usada por toda uma mesma família o que pode levar a contaminação do material biológico do investigado.

Pode-se realizar o exame em fios de cabelo?
O exame no cabelo apresenta vários problemas. É necessário a da raiz do cabelo, não basta cortar o cabelo na ponta com uma tesoura. São necessários no mínimo 8 fios de cabelo com o bulbo capilar (raiz). A coleta é muito dolorosa. O melhor pêlo para a extração de DNA é o pubiano. Não tem valor legal pois normalmente não houve testemunha da coleta. Com freqüência o cabelo se rompe próximo a raiz ou a raiz não está integra. Neste caso não tem como se fazer o exame. Sugerimos a coleta pelo Swab Bucal.

Como marcar o exame?
Entre em contato conosco pelo telefone (0 xx 31) 2873205, no Departamento de Genética Humana. A coleta será agendada e realizada em salas com vidros especiais de tal forma que uma parte assistirá a coleta da outra sem ter nenhum contato. O resultado fica pronto em 6 a 10 dias úteis.

E se uma das partes vive em outra cidade?
O Departamento de Genética tem a habilidade para coletar o material biológico em qualquer cidade do país, basta entrar em contato e organizaremos todo o procedimento.

Existe resultado de urgência?
Sim. São várias as opções. Resultado em 3 dias úteis ou em 22 horas. Para casos de extrema urgência entre em contato.